Página inicialCódigo de éticaRPTs do RJHistóriasFotografiasFilmesFale comigo


Início de VHF no Rio de Janeiro

    Gilberto Afonso Penna - um homem sonhador, que conseguiu transformar um fenômeno subjetivo; em realidade. De uma simples idéia, acoplada a um velho desejo, começou pelos idos de 1970, a surgir a operação de VHF no Rio de Janeiro. ( Município )

    Antes mesmo de tal idéia surgir, já existia nesta cidade estado, um pequeno grupo de Radioamadores operando no segmento de 144 e 148 Mhz.

    Se não me falha a memória, lá estavam o PY1FG - Hervê, PY1AOS - Beto, PY1MGK - Claude, PY1AVP - Barbalho (mais tarde PY1TV), seu filho Jorge (ainda não prefixado na época, hoje PU1WHZ), PY1BJ - Werner, PY1XIS - Armando de Barros e o PY1AGF - Machadinho.

    Operavam com equipamentos importados, comandados por cristais.

    Os comunicados, eram feitos de um ponto a outro (ponto a ponto), sem o auxílio de uma máquina Repetidora.

    Era a pura força de vontade, sem o auxílio de um amplificador, junto aos pés, transformando não só o TX numa coisa quente; como também: os pés.

    Com o tempo, foi contatando o PY1BBT- Ethiene, para que através do mesmo, fosse comprada nos EUA, uma repetidora.

    Foi criado um pequeno grupo sob a direção do PY1AFA - Gil e com pequenas contribuições; conseguiram o numerário para a aquisição da primeira repetidora de VHF do Rio.

    Até aí; tudo bem: veio a máquina, antenas, cabos porém o pequeno grupo, não possuía o numerário para o mais importante: sua excelência A CAVIDADE (Duplexador).

    A máquina foi instalada a princípio, na bela residência do nosso amigo PY1BJ - Werner em Santa Teresa e que, para suprir a falta da cavidade, obrigou que as antenas ficassem afastadas uma da outra + -, 100 metros " haja cabo ".

    A denominação do grupo era de GRUPO VHF CIDADE MARAVILHOSA.

    A idéia principal, era que a cada 100 adeptos do VHF, seria comprada uma repetidora.

    Depois de algum tempo, a primeira máquina repetidora foi parar no alto do Sumaré; sendo colocada graças a influência do PY1FG - Hervê, junto a administração da Embratel; indo então para a majestosa torre de mais de 100 metros, a primeira RPT do Rio em 145.750 mhz.

    Para comemorar tal fato, nosso amigo Gil; preparou um inesquecível batizado.

    Todos os que lá estavam presentes, inclusive nosso amigo norte americano, Karl - PY4ZAM, foram batizados com pequenos salpicos de óleo, retirados do Carter do carro do Gil.

    A repetidora instalada no alto do Sumaré, não possuía grandes novidades em eletrônica; pois quando seu tempo de QSO (time out) era ultrapassado: a fera caía, e era necessário que abnegados subissem a montanha, desligassem a mesma, e só a colocasse no ar; após 5 minutos.

    Nesse particular, é bom lembrar que entre os abnegados, estavam o Beto - PY1AOS, Jorge Bellizzi - PY1WHZ, Veloso - PY1BDY e o Barbalho - PY1AVP (TV).

    Após marchas e contra-marchas, muita discussão sobre o assunto e por causa do assunto, o grupo mudou de, nome, direção e endereço.        

    Passou a se chamar, GRUPO VHF RIO, tendo sua primeira residência, a Av. Presidente Vargas, depois Marina da Glória, depois ........ ( Ninguém sabe ) como diz o PY1QP - Aníbal.

    Como importar equipamento de VHF era e continua sendo caro; o jeito foi importar do Mato Grosso, um radioamador chamado Nicolau Morozoff - PY1EQS.

    Nosso amigo de voz suave, bolou um radinho valvulado, a cristal.

    É bom dizer que os cristais, "sucata" foram doados pelo nosso amigo Walter, que na oportunidade, dirigia a Escola de Comunicações do Exército Brasileiro.

    Com o auxílio de uma placa de vidro, água e sapólio; os cristais eram lixados, tendo como fonte principal, o rebolado das chacretes do canal 4 (Globo).

    Cada cristal, saía numa freqüência, cujo múltiplo oscilava em 144 Mhz.

    Os cristais afinavam e as impressões digitais, simplesmente desapareciam.

    Muita sucata foi comprada, muita coisa foi inventada e até a colocação de um seletor de canais de TV, fora colocado num BC 1000; cansado de guerra, que engajou no VHF e trabalhou durante longo tempo.

    Hoje; surgiram vários grupos, a faixa totalmente ocupada, porém o velho GRUPO VHF RIO, simplesmente "sumiu".

    Mesmo assim, a coisa teve seu saldo positivo, pois a afluência de novos adeptos é grande, mesmo usando pequenos radinhos de plástico.

    Muitos, movidos pela nobre causa; já caíram de torres perdendo a vida, muitas amizades desfeitas; mais um grupo maior de amizades foi criada " pois muita coisa boa " no meio do radioamadorismo, está para vir.

Criação PY 1 BDY - Velloso em 01.04.2000 (Em memória) Descanse em paz meu amigo


VoltarSubir